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Terça, 16 Junho 2015 13:49

Gilmar Curtolo, uma história de luta pelo Cooperativismo

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Gilmar Curtolo na sede da CTPT Gilmar Curtolo na sede da CTPT

Há cerca de 25 anos, após sua saída da indústria metalúrgica, Gilmar Curtolo, diretor de Organizações Cooperativistas do MFC e presidente da CTPT, adquiriu seu primeiro veículo de carga para iniciar as atividades com o transporte de alimentos para escolas municipais. Na época, ele e outros motoristas de transportes foram incentivados pela Prefeitura de São Paulo a montar uma cooperativa para facilitar a administração desse serviço no município. Surgiu aí a primeira cooperativa de transporte na cidade de São Paulo.


Em 1990, Gilmar participou da fundação da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais da Área de Transporte (CTPT), composta por cooperados que possuíam caminhões e carros. Eles sempre mantiveram o foco na prestação de trabalho para a Prefeitura de São Paulo. Desde então, Gilmar Curtolo assumiu também a presidência da cooperativa.


Desde o início, uma das principais metas da CTPT é proporcionar a cada associado um ganho superior ao que as empresas pagam aos seus motoristas. Como cooperado, cada um é dono do seu veículo, e faz a prestação de serviço de maneira igualitária, pagando apenas uma taxa para a manutenção da cooperativa. Dessa forma, os ganhos são divididos de maneira uniforme entre os cooperados. No Cooperativismo, não há chefe nem subordinado; o que existe é uma coordenação das solicitações dos tomadores de serviços. “O Cooperativismo é um serviço de autogestão e um sistema de inclusão de pessoas”, afirma Gilmar.


Por acreditar no trabalho de maneira justa e na criação de oportunidades iguais para todos, ao longo dos anos, muitos homens condenados pela Justiça foram recebidos de braços abertos pela CTPT. “Temos alguns associados que pagaram suas dívidas com a Justiça e com a sociedade, e tiveram uma oportunidade de retornar ao mercado de trabalho através da Cooperativa. Em todos os casos, nenhum outro lugar ofereceu trabalho a eles”, reforça.


A CTPT também entende que seu papel social é fundamental, e por isso, promove diversos encontros mensais e eventos anuais para reconhecer o trabalho de todos e premiar os cooperados em diversas categorias, dentre elas estão: “Cooperado com mais tempo de casa”, “Cooperado em destaque na base na qual presta serviço” e “Cooperado Lutar e Vencer”.


Porém, com o cenário imposto desde a publicação do Decreto 52.091/2011 - que veda a participação dessas Cooperativas em licitações da Prefeitura Municipal de São Paulo - a realidade da CTPT e das cooperativas associadas ao Movimento Força Cooperativista (MFC) não é mais a mesma. Para Gilmar, este decreto veio para inibir e dificultar o crescimento do Cooperativismo na cidade.


“As cooperativas são boas para todos: para o trabalhador, para a Prefeitura e para o Estado, pois prestam um serviço de qualidade a um custo menor para quem contrata. Isso, certamente, não agrada as empresas privadas que tentam a todo custo nos boicotar”, afirma Gilmar.


Enquanto o Decreto 52.091/2011 é mantido, as cooperativas de transporte específico vão sendo extintas. De 2011 até hoje, a CTPT já perdeu cerca de 200 veículos. Isso significa que mais de 200 famílias de cooperados perderam sua fonte de renda. Muitos deles, ainda com o veículo financiado, perderam os carros por causa das dívidas e ainda vivem um drama familiar com a queda do poder econômico.


Para Gilmar, o ponto positivo dessa luta foi a criação do Movimento Força Cooperativista (MFC), idealizado em 2011 para representar as cooperativas de transporte específico e dar voz a essas associações na relação com a Prefeitura. “O MFC ajudou no diálogo com o poder municipal e estadual, e ainda estreitou o relacionamento com os parlamentares que apoiam a nossa causa. A formação do MFC deu ainda mais força para lutar por nossas cooperativas e pelo Cooperativismo”, finaliza Curtolo.

 

Fonte: Comunica - Assessoria em Comunicação

Ler 3300 vezes Última modificação em Terça, 16 Junho 2015 14:05

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